domingo, 5 de fevereiro de 2012

Namastê

Eu e os jovens do CEE Guará - Dança para todos!
Namastê!

Lembro de um especial gravado com Caetano Veloso, em meados dos anos 90, pela TV Manchete, em que questionado sobre a capacidade do ser humano de aprender e de mudar sua trajetória, Caê simplesmente disse: "Todo mundo é capaz de aprender qualquer coisa". Uma frase aparentemente muito simplista sobre direito ao conhecimento, educação, capacidades, habilidades... Mas essa frase simples e de certa forma ingênua nunca me saiu da cabeça.

Muitos anos depois tive filhos. Cheios de habilidades e limitações como todo ser humano. Em especial, minha filha mais velha é constantemente rotulada como incapacitada para o aprendizado. E toda vez que tenho dúvidas (sim, também tenho minhas falhas e preconceitos!) sobre sua capacidade de aprendizado e entendimento, me lembro dessa frase singela, boba e que sempre transforma meu olhar e minha vida, pois quando acredito nesta CAPACIDADE inerente ao ser humano de APRENDER QUALQUER COISA, todas as muralhas e barreiras vêm abaixo.

Segunda-feira tive a oportunidade de mais uma vez confirmar que esta frase é puramente verdadeira. Visitei a Associação Cultural Namastê que faz um trabalho muito parecido com o que implementei com a Anna Santos - e infelizmente não dei continuidade - no Centro de Ensino Especial do Guará.

Namastê é uma saudação do sul da Ásia, que alguns traduzem como "o Deus que existe em mim, saúda o Deus que existe em você". Gosto muito dessa tradução, embora já tenha ouvido falar que ela é muito mais emotiva que literal.

A Associação Cultural Namastê é um projeto desenvolvido pela psicopedagoga Luciana Vitor que busca a inclusão social por meio da dança. A ONG atende crianças, jovens e adultos sem e com deficiência, promovendo inclusão, assistência psicológica, pedagógica e nutricional.

Encantaram-me a leveza dos movimentos das pessoas, a troca de olhares, a confiança nos passos e, principalmente, a capacidade que a dança tem de elevar a auto-estima daqueles que a ela se rendem.

Sobre a professora, esta não se restringe à dança em si, mas preocupa-se em trabalhar a dança como elemento pedagógico, atenta ao processo emocional de seus alunos e aos seus anseios e sentimentos em relação ao trabalho desenvolvido.

Mais uma vez, confirmei: Caê estava certo. Todo mundo é capaz de aprender qualquer coisa: basta o estímulo certo, a linguagem certa e o tempo certo.

O respeito à diversidade é por si só transformador e propulsor da liberdade.
Namastê!

2 comentários:

  1. Adriana adorei...parabéns pelo trabalho realizado..é muito gratificante ver o sorriso nos rostinhos dos alunos...seja bem vinda ao nosso grupo..beijos

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  2. Querida Aline, é um prazer fazer parte deste projeto com vc! Obrigada pela oportunidade! bjs

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